O fato central da alegação é contrariado por fontes primárias ou por fontes independentes.
É falso que título de eleitor irregular se resolva com Pix, alerta golpe
Mensagens dizem que o título está irregular e pedem Pix para votar no 2º turno. As fontes apontam golpe: o cadastro está fechado e a Justiça Eleitoral não cobra por link.
Em 20 segundos
Falso. Mensagens que dizem que o título de eleitor está irregular e cobram Pix para liberar o voto no 2º turno, em 25 de outubro, são golpe, segundo as fontes. O cadastro eleitoral está fechado para alterações e a Justiça Eleitoral não envia cobrança por SMS, e-mail ou WhatsApp.
A alegação
“O título de eleitor estaria irregular e precisaria ser regularizado com um pagamento por Pix, em site indicado em mensagem, para poder votar no segundo turno.”
SMS, WhatsApp e e-mail com link para um site que imita páginas do governo ou do TSE, segundo a ESET Brasil (2/10/2026) e o alerta do TRE de Pernambuco reproduzido em 15/10/2026. Não linkamos o boato para não ampliá-lo.
O que é verdade e o que não é
Não é verdade
Não há taxa para regularizar o título por link recebido em mensagem. Segundo o alerta do TRE-PE reproduzido pelo Portal de Prefeitura, a Justiça Eleitoral não envia SMS, e-mail ou WhatsApp com cobranças ou links de pagamento.
Não é verdade
Segundo o Canaltech e o Portal de Prefeitura, o cadastro eleitoral está fechado para emissão, transferência e revisão de títulos, o que torna impossível resolver pendências de cadastro nesse período.
É verdade
Existem pendências reais, como multa por ausência não justificada, que se pagam por canais oficiais. O Canaltech e o A Crítica informam que, em pagamento por Pix da Justiça Eleitoral, o recebedor deve ser o Tesouro Nacional.
É verdade
Segundo a ESET Brasil, citada pelo A Crítica, o site fraudulento cobrava R$ 47,90 (R$ 26 de “ausência eleitoral”, R$ 14,90 de encargos e R$ 7 de taxa), usava endereço terminado em .online e mostrava dados reais da vítima após o CPF. O recebedor do Pix era uma empresa de Curitiba.
Atenção
A origem dos dados usados no golpe não é conhecida, e a ESET não confirmou se a empresa recebedora participa da fraude ou apenas intermedeia o pagamento.
Atenção
Há divergência sobre a data de reabertura do cadastro: o Canaltech diz “novembro” e o Portal de Prefeitura cita 3 de novembro. Em ambos os casos, é depois do 2º turno. As páginas do TSE e do TRE-PE bloquearam o acesso automático (erro 403) e por isso não entram como fontes abertas.
O que as fontes dizem
Eleitores relatam mensagens por SMS, WhatsApp e e-mail com o aviso de que o título está irregular e precisa ser regularizado antes do segundo turno, em 25 de outubro. O link leva a uma página que imita um site oficial e pede pagamento por Pix. Segundo o Portal de Prefeitura, que reproduz o alerta do TRE de Pernambuco, a Justiça Eleitoral não envia SMS, e-mail ou mensagem de WhatsApp com cobranças ou links para pagamento.
A empresa de segurança ESET Brasil examinou uma das páginas. De acordo com o A Crítica, o site cobrava R$ 47,90, usava endereço terminado em .online e exibia nome e nome da mãe do eleitor depois da digitação do CPF, o que dava aparência de autenticidade. O recebedor do Pix era uma empresa de Curitiba, e não o Tesouro Nacional.
O que a regra eleitoral prevê
O Canaltech informa que o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio e só reabre em novembro, de modo que atualização de dados ou transferência de local de votação não podem ser feitas agora. O Portal de Prefeitura cita 3 de novembro como data de reabertura. As duas fontes concordam que é depois do segundo turno.
Pendências reais existem, como a multa por ausência não justificada. Elas são pagas por canais oficiais, e o Pix à Justiça Eleitoral deve ter como recebedor o Tesouro Nacional, segundo o Canaltech e o A Crítica. A consulta da situação do título é gratuita, pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral no portal do TSE.
Por que o veredito é Falso
A alegação central, de que o título estaria irregular e se resolveria com um Pix enviado a um link, é contrariada pelas três fontes abertas: não há cobrança por mensagem, o cadastro está fechado e o pagamento ia para uma empresa privada. Não há na checagem acusação a pessoa determinada, já que a autoria dos golpes é desconhecida.
Quem pagou deve procurar o banco, pedir a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix e registrar boletim de ocorrência, conforme o A Crítica. Para acompanhar a disputa, veja o painel de Eleições 2026 e as demais checagens. As páginas do TSE e do TRE-PE bloquearam o acesso automático, e por isso as orientações vêm de veículos que as citam.
Checado em 3 fontes
Todos os links foram abertos e conferidos antes da publicação. Ordem: fontes primárias primeiro, depois agências de checagem, imprensa e referências.
ImprensaPortal de Prefeitura
Eleições 2026: site falso cobra Pix para regularizar título eleitoral (abre em nova aba)Reproduz o alerta do TRE-PE: SMS diz que o título está irregular, o link leva a site falso que cobra de R$ 12 a R$ 14 por Pix, e a Justiça Eleitoral não envia cobranças nem links de pagamento. Cadastro fechado até 3 de novembro.
ImprensaCanaltech
Golpe do e-Título: cobra para regularizar seu título, veja como se prevenir (abre em nova aba)Relata o alerta do TSE: sites falsos copiam a identidade visual, o cadastro está fechado desde 7 de maio e reabre em novembro, e o eleitor deve conferir o domínio jus.br e o recebedor do Pix (Tesouro Nacional).
ImprensaA Crítica
Site falso do TSE cobra R$ 47,90 por suposta regularização do título de eleitor (abre em nova aba)Descreve a fraude identificada pela ESET Brasil: valores, domínio .online, dados reais da vítima e recebedor do Pix em Curitiba. Orienta pedir o MED ao banco e registrar boletim de ocorrência.
Linha do tempo
O Canaltech publica o alerta sobre sites falsos que cobram para regularizar o título.
O A Crítica relata a fraude identificada pela ESET Brasil, com cobrança de R$ 47,90.
O TRE de Pernambuco alerta para SMS com site falso que cobra Pix antes do 2º turno, segundo o Portal de Prefeitura.
Checagem publicada em 18 de outubro de 2026. Se você tiver uma fonte que mude este veredito, escreva para contato@politicadiaria.com.br. Aplicamos a mesma régua a qualquer campo político.
Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.