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Apuração do 2º turno: Flávio tem 50,44% e Lula 49,56% com 30% das seções

Parcial do TSE às 20h10 mostra diferença de 333 mil votos; Lula liderava até as 19h42 e a ordem mudou. Não há resultado oficial nem eleito declarado.

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Apuração do 2º turno: Flávio tem 50,44% e Lula 49,56% com 30% das seções
Foto: O Tribunal da Democracia (Public domain) / Wikimedia Commons

A totalização do segundo turno da eleição presidencial, retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h, mostra uma disputa muito apertada e com troca de liderança ao longo da noite deste domingo (25). Segundo a cobertura ao vivo da Bloomberg Línea, que reproduz dados do TSE, o boletim das 20h11 registrava 30,82% das seções apuradas (153.852 de 499.248): Flávio Bolsonaro (PL) com 50,44% dos votos válidos, ou 19.160.811 votos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49,56%, ou 18.827.520 votos. A diferença era de 333.291 votos a favor de Flávio.

A cobertura ao vivo do InfoMoney traz os mesmos percentuais no boletim das 20h10, com 30,25% das urnas apuradas, e também no das 19h58, quando 20,05% das urnas estavam apuradas e Flávio tinha 50,41% contra 49,59% de Lula. Os dois veículos divergem em décimos no percentual de apuração do mesmo horário, e por isso esta nota usa o valor de cada um com a sua atribuição. Nenhum candidato foi declarado eleito: só o TSE, ao concluir a totalização, declara o resultado.

Como a contagem evoluiu desde as 19h

Segundo o InfoMoney, a série de boletins nacionais foi a seguinte. Às 19h03, com 0,37% das urnas apuradas, Lula tinha 55,53% e Flávio, 44,47%. Às 19h39, com 10,40%, Lula aparecia com 50,46% e Flávio com 49,54%. Às 19h47, com 13,98%, os dois estavam praticamente empatados: Flávio com 50,03% e Lula com 49,97%. A partir das 19h58 a vantagem de Flávio se manteve em torno de 0,8 a 0,9 ponto percentual dos votos válidos nos boletins das 19h58 e das 20h10.

A Bloomberg Línea registra uma sequência compatível. Às 19h21, com 2,24% das seções, Lula tinha 51,65% (1.443.042 votos) e Flávio, 48,35% (1.350.803 votos). Às 19h42, com 11,39% das urnas, Lula ainda aparecia à frente com 50,38% contra 49,62%. Às 19h46, com 13,98%, a ordem já estava invertida por décimos. Antes da pausa da tarde, a contagem havia chegado a apenas 1.225 urnas, com Lula em 57,66% e Flávio em 42,34%, percentual que representava uma fração mínima das seções do país.

Esses números são parciais. Cada boletim soma apenas as seções que já transmitiram os dados ao TSE, e a composição desse grupo muda a cada atualização. Por isso um percentual de 30% de seções apuradas não equivale a 30% do eleitorado nem permite deduzir o resultado final. Esta nota não faz projeção.

O que já se sabe e o que ainda não se sabe

Está documentado que a votação foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que o TSE suspendeu a totalização durante a tarde e a retomou às 19h, como contam as notas Zanin manda estender a votação do 2º turno até as 19h, TSE pausa a totalização do 2º turno após prorrogação da votação e Votação do 2º turno termina às 19h e TSE retoma a totalização. Antes da prorrogação, a previsão citada pela imprensa era de resultado entre 20h30 e 21h. Com o atraso, esse horário deixou de valer, e o TSE não divulgou nova estimativa nas fontes consultadas.

Não se sabe, até o fechamento desta nota, qual será a diferença final. Também não há dado oficial consolidado de comparecimento nas fontes abertas consultadas. O site de resultados do TSE, que é a referência oficial, funciona com carregamento dinâmico e não pôde ser lido pela rotina de apuração do Política Diária, motivo pelo qual os números aqui vêm de duas coberturas de imprensa que reproduzem os boletins do tribunal, com a hora de cada um.

O que mudou em relação ao primeiro turno

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo a cobertura da agência Reuters citada na nota Seis estados e o DF terão segundo turno para governador em 25/10. O segundo turno concentra os votos em dois nomes, o que reduz o espaço para diferenças grandes e explica por que o placar parcial oscila em torno de 50%. A margem de 333 mil votos no boletim das 20h11 equivale a menos de um ponto percentual dos votos válidos apurados até ali.

A ordem em que os boletins chegam ao TSE depende do horário de fechamento das seções, do tamanho de cada local de votação e da velocidade de transmissão em cada região. O que decide é a soma de todos os boletins, e não a fotografia de um horário.

Por que isso importa

O primeiro efeito é de informação. Com a diferença abaixo de um ponto percentual e com a troca de liderança em poucos minutos, qualquer divulgação de vencedor antes da totalização oficial é prematura, e a circulação de prints, vídeos e mensagens com supostos resultados tende a crescer nesse intervalo. Quem quiser acompanhar deve usar o painel do TSE e veículos que informem a hora do boletim e o percentual de seções apuradas, como fazem as duas coberturas citadas. Pesquisa de saída e boca de urna não são apuração.

O segundo efeito é político e institucional. Uma contagem apertada, depois de um dia com prorrogação por decisão do STF e pausa na totalização, aumenta o peso do que vier do TSE nas próximas horas: o horário da declaração, o balanço de comparecimento e a resposta aos pedidos das campanhas, entre eles o da campanha de Flávio para estender a votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, tratado em nota anterior. As fontes consultadas não informam decisão sobre esse pedido. Cada campanha tem a prerrogativa de contestar o que considerar irregular pelos meios legais, e o TSE julga.

O terceiro efeito é prático para o eleitor: nada muda na rotina até o resultado ser declarado, e o calendário seguinte, com diplomação e posse, depende dessa declaração. A data da posse presidencial está em nota sobre as posses de 2027.

Governadores e outras disputas da noite

Além da Presidência, sete unidades da federação tinham segundo turno para governador, como detalha a nota sobre os sete duelos. A Bloomberg Línea traz números parciais do Distrito Federal e de Tocantins, mas esta nota não os reproduz como resultado, porque cada um depende de uma única cobertura consultada e do boletim do TSE de cada estado. Esses casos serão tratados quando houver confirmação por fonte oficial ou por duas coberturas.

O que acompanhar a seguir

Os pontos de atenção são a evolução do percentual de seções apuradas, a diferença de votos entre os dois candidatos a cada boletim, a hora em que o TSE declarar o resultado e eventuais pedidos de recontagem ou impugnação, que só têm efeito se apresentados e julgados nos prazos legais. O painel Eleições 2026 reúne os dados do TSE com fonte e data, e a página Dia da eleição acompanha o domingo. Boato eleitoral que apareça nesse intervalo vai para a seção de checagem, não para esta cobertura.

Atualização editorial: esta nota descreve a parcial das 20h10 e 20h11. Os números mudam a cada boletim, e a cobertura será renovada quando o TSE divulgar a totalização final e declarar o eleito.

Fonte original

Bloomberg Línea

bloomberglinea.com.br

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Perguntas frequentes

Nenhum candidato foi declarado eleito. No boletim das 20h11, reproduzido pela Bloomberg Línea, Flávio Bolsonaro tinha 50,44% e Lula 49,56% com 30,82% das seções apuradas. A parcial muda a cada boletim e só vale a declaração do TSE.
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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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