Segundo turno: celular fica fora da cabine e governador vota antes
Na votação de domingo (25), o eleitor entrega o celular aos mesários e, onde há disputa estadual, vota primeiro para governador e depois para presidente.

O eleitor que for às urnas no domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026, deve entregar o celular aos mesários antes de entrar na cabine de votação. A orientação consta de reportagem da Agência Brasil publicada em 23 de outubro, que também explica a ordem dos votos: nos locais com disputa estadual, primeiro governador, depois presidente.
Segundo a reportagem, nos demais estados, onde o governador já foi escolhido no primeiro turno, o eleitor vota apenas para presidente. Em todos os casos, o procedimento é o mesmo: digitar o número do candidato, de dois dígitos, e confirmar. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, conforme a Agência Brasil em outra reportagem sobre as regras do dia.
O que a regra do celular proíbe
De acordo com a Agência Brasil, a proibição não se limita ao telefone. Smartwatch, máquina fotográfica, filmadora e óculos inteligentes também não podem entrar na cabine. A razão da regra é o sigilo do voto: um aparelho capaz de registrar imagem ou áudio dentro da cabine permitiria, em tese, comprovar em quem a pessoa votou.
A reportagem informa que o eleitor que se recusar a entregar o aparelho pode ser impedido de votar naquele momento. A entrega é feita aos mesários, que guardam o equipamento enquanto o eleitor está na cabine. A regra integra o conjunto de normas reunido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Resolução nº 23.759, publicada em março de 2026, segundo a Agência Brasil.
O celular, porém, não é proibido na seção como um todo. A mesma reportagem diz que ele pode ser usado para apresentar o e-Título, o título de eleitor digital, na identificação. O que não pode é levá-lo para dentro da cabine.
A ordem dos votos na urna
No primeiro turno, em 4 de outubro, a urna pedia vários cargos em sequência. No segundo turno, a votação é bem mais curta. Onde há disputa para o governo estadual, o eleitor digita primeiro o número do candidato a governador e confirma; em seguida, digita o do candidato a presidente. Onde não há, a única escolha é para presidente.
A lista de unidades com segundo turno para governador está na cobertura sobre as disputas estaduais. Quem mora em outro estado não tem voto estadual neste domingo, porque o cargo já foi definido na primeira votação.
A Agência Brasil lembra ainda que o eleitor pode levar uma "colinha" de papel com os números dos candidatos anotados. É uma forma de evitar dúvida diante da urna sem recorrer ao celular, que fica fora da cabine.
Documento, título e local de votação
Para votar, é preciso apresentar documento oficial original com foto. A Agência Brasil cita como exemplos o RG, a CNH e o passaporte. O título de eleitor não é obrigatório, segundo a reportagem do dia 23, mas ajuda a agilizar a identificação. Quem não tem biometria cadastrada também vota, como explicou a notícia sobre o eleitor sem biometria.
A reportagem recomenda conferir, ainda neste sábado, o local de votação atualizado. A Justiça Eleitoral informou que 4.352 seções mudaram de endereço entre os dois turnos. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo portal do TSE.
Quem estiver na fila às 17h, segundo a Agência Brasil, ainda poderá votar. Quem chegar depois desse horário não entra no local de votação.
Outras regras do dia, segundo a reportagem de agosto
A Agência Brasil também resume o que é permitido e proibido. É proibida a boca de urna, assim como aglomerações com roupas padronizadas. Candidatos e partidos não podem oferecer transporte ou refeições em troca de votos. Já a manifestação individual e silenciosa da preferência política, com bandeiras, broches, adesivos e camisetas, é permitida.
O trabalhador tem direito a se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem desconto salarial ou outro prejuízo, conforme a reportagem. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser auxiliadas por alguém de sua escolha e acessar a urna com cão-guia. Eleitores indígenas podem votar em suas línguas maternas.
Quem não puder votar tem prazo para justificar a ausência: até 8 de janeiro de 2027 para o segundo turno, pelo site justifica.tse.jus.br, pelo aplicativo e-Título ou em cartório eleitoral, segundo a mesma fonte.
Por que isso importa
Regras de cabine parecem detalhes, mas definem se o eleitor consegue votar sem atraso. Saber de antemão que o celular fica com os mesários evita que a pessoa seja barrada na hora e reduz filas. Como o aparelho pode servir de e-Título, uma alternativa é levar o documento físico com foto, sem depender do telefone para a identificação.
O tema também interessa ao combate à desinformação. Em época de segundo turno circulam mensagens falsas sobre o que pode ou não ser feito na seção. A seção de checagem já tratou de vários casos do período, e a orientação oficial deve ser buscada no TSE e nos tribunais regionais, não em correntes de mensagens.
Para o leitor que quer acompanhar a votação em si, o painel de Eleições 2026 reúne o que há de resultados e pesquisas, com fonte e data. A cobertura do calendário da última semana traz as demais datas e proibições do período eleitoral.
O que observar a seguir
A votação começa às 8h de domingo e termina às 17h, no horário de Brasília. Em caso de dúvida sobre a seção, o caminho é o aplicativo e-Título, o portal do TSE ou o atendimento do cartório eleitoral.
Na véspera, vale separar o documento com foto, anotar os números dos candidatos em papel, se quiser, e conferir o endereço da seção. No dia, a regra central se resume em uma frase: o celular fica com os mesários, e o voto é digitado na urna, em sigilo.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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