Eleitor sem biometria pode votar no segundo turno, diz a Justiça Eleitoral
Cerca de 11% dos eleitores não têm biometria cadastrada, mas o cadastro não é obrigatório para votar em 25 de outubro. Veja como é a identificação na seção.

O eleitor que não tem biometria cadastrada, ou cuja digital não for reconhecida na seção, pode votar normalmente no segundo turno das eleições de 2026, em 25 de outubro. A informação consta de reportagem da Agência Brasil publicada neste domingo (18), que reproduz a regra: "O cadastro biométrico na Justiça Eleitoral não é obrigatório para o exercício do voto".
Segundo a reportagem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que 10,99% dos eleitores brasileiros ainda não têm a biometria registrada, por motivos variados. A coleta foi encerrada em 6 de maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado para as eleições. Quem nunca fez o cadastro, portanto, não precisa fazê-lo agora, e nada muda na regra para o dia da votação.
Como é a identificação na seção
De acordo com a Agência Brasil, todas as seções do país têm leitor biométrico integrado à urna eletrônica. O eleitor com biometria cadastrada tem até quatro tentativas de validar a digital. Se as quatro falharem, o mesário pede a data de nascimento do eleitor para concluir a identificação, e o voto segue.
O eleitor sem biometria confirma a identidade com documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional ou a CNH, segundo a reportagem. Fora do Brasil, a identificação biométrica não é usada nas seções. A lista completa de documentos aceitos é divulgada pela Justiça Eleitoral, e este texto reproduz só os exemplos citados na fonte.
O que é a biometria eleitoral
A reportagem explica que a biometria reúne impressões digitais, assinatura e fotografia digital. O antigo título de eleitor em papel não tinha foto. Segundo o TSE, citado pela Agência Brasil, os benefícios do sistema são mais segurança, identificação de cadastros duplicados, padronização do atendimento e rapidez no procedimento.
A coleta costuma ocorrer quando a pessoa tira o primeiro título, em qualquer município do país, exceto para quem se registra no exterior, e quando o eleitor atualiza dados pessoais. Ela é obrigatória para emitir o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade e revisar dados como nome ou estado civil. Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação do cidadão perante o Estado, segundo o texto.
Contexto: o que já se sabe sobre a votação
A informação se soma a outras orientações da Justiça Eleitoral para o segundo turno. A votação ocorre das 8h às 17h, e o TSE informou que 4.352 seções mudaram de local de votação, o que recomenda consultar o endereço no aplicativo e-Título ou no portal do tribunal antes de sair de casa. As datas da semana, como o fim da propaganda gratuita em 23 de outubro e a proibição de prisão de eleitores a partir de 20 de outubro, estão na nota sobre a última semana do segundo turno.
O tema da biometria costuma render boatos às vésperas da votação, como mensagens que dizem que quem não tem o cadastro perderia o direito de votar. A seção de checagem já tratou de outros casos do período, entre eles o de que quem não votou no primeiro turno estaria impedido de votar no segundo, o que a Justiça Eleitoral desmentiu, e o do Pix para regularizar o título de eleitor, classificado como golpe. Esta nota não afirma que exista um boato específico sobre biometria em circulação; apenas registra a regra oficial.
Por que isso importa
Com quase 11% do eleitorado sem biometria, segundo o TSE, o grupo é grande em termos absolutos, e uma dúvida sobre a regra poderia afastar pessoas da urna. A resposta da fonte é objetiva: ausência de cadastro biométrico não impede o voto, e a falha da leitura de digital tem um procedimento alternativo, com data de nascimento. O que o eleitor precisa levar é um documento oficial com foto.
Para o mesário e para a fiscalização partidária, a regra define o que é conduta correta na seção. O mesário não deve recusar o voto de quem não tem biometria nem de quem teve a digital rejeitada quatro vezes, desde que a identidade seja confirmada pelos meios previstos. Essa clareza ajuda a evitar filas e discussões no dia 25, quando a votação vai das 8h às 17h.
Há ainda um efeito de comunicação. A divulgação de regras simples e de fonte oficial faz parte do esforço da Justiça Eleitoral de reduzir a abstenção por desinformação. O painel Eleições 2026 reúne os resultados já apurados do primeiro turno, com fonte e data, e será atualizado com a apuração do segundo turno.
O que observar a seguir
Até 25 de outubro, o eleitor pode conferir o local da seção e separar o documento com foto. Eventuais novos avisos do TSE e dos tribunais regionais serão incorporados a esta nota se forem publicados. O que não foi possível confirmar nesta apuração: o site do TSE respondeu com erro de acesso, e por isso o percentual de 10,99% e as regras de identificação vêm da Agência Brasil, que atribui os dados ao tribunal, e não do texto de uma resolução. Quem precisar de detalhe sobre documentos aceitos deve consultar o TSE ou o TRE do estado.
Um segundo ponto de cautela é o de quem mora em outro estado ou país. A reportagem informa que a biometria não é usada nas seções do exterior, mas não detalha as regras de identificação nesses locais, e este texto não as descreve. O eleitor fora do Brasil deve seguir as orientações da representação consular e da Justiça Eleitoral.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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