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B3 aciona circuit breaker, dólar passa de R$ 5,60 e Tesouro cancela leilões

Na abertura de segunda (26), dólar subiu mais de 12%, a bolsa foi suspensa por 30 minutos pela primeira vez desde 2020 e o Tesouro cancelou leilões da semana.

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O primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial foi de forte volatilidade. Segundo o acompanhamento ao vivo do InfoMoney, o dólar comercial abriu em alta de 8,65%, a R$ 5,425, e renovou a máxima por volta das 9h47, com avanço de 12,25%, a R$ 5,605. Às 10h33, a mesma cobertura registrava o dólar em alta de 12,12%, a R$ 5,597. Na sexta-feira (23), a moeda havia fechado a R$ 4,993, em queda de 0,90%.

Na bolsa, a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que suspende as negociações à vista quando o índice cai com intensidade. De acordo com o InfoMoney, a suspensão de 30 minutos ocorreu por volta das 10h e foi a primeira desde março de 2020, no início da pandemia. A cobertura do Money Times traz o mesmo fato, com a suspensão registrada às 10h03 e 10h05. Às 10h34, última atualização consultada pela reportagem, o InfoMoney não informava fechamento nem horário de reabertura confirmado.

Os números da abertura, com horário

Os valores abaixo são de operações em andamento e mudam a cada minuto. Foram lidos nas páginas de acompanhamento em tempo real do InfoMoney e do Money Times na manhã desta segunda-feira (26), em horário de Brasília.

IndicadorValor informadoHorário
Dólar comercial, abertura+8,65%, R$ 5,425abertura do pregão
Dólar comercial, máxima+12,25%, R$ 5,6059h47
Dólar comercial+12,12%, R$ 5,59710h33
Ibovespa futuro, abertura-14,84%, 177.215 pontos9h04
Ibovespa futuro, saída do leilão-19,70%, 167.095 pontos9h40
Ibovespa futuro-17,73%, 170.920 pontos9h52

O Ibovespa à vista havia fechado a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, segundo o InfoMoney. Ainda de acordo com a cobertura, os juros futuros subiram com força: às 9h33, o contrato DI1F27 estava em 13,869% ao ano (alta de 0,394 ponto percentual) e o DI1F35, em 14,585% (alta de 1,930 ponto percentual). Por causa do movimento, a B3 ampliou, apenas para esta sessão, os limites de oscilação dos contratos futuros de Ibovespa e de dólar.

Tesouro cancela leilões da semana

O Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos previstos para esta semana. O Money Times informa que foram cancelados o leilão de títulos atrelados à inflação (IPCA+), marcado para terça-feira (27), e o de prefixados, marcado para quinta-feira (29), e atribui ao Tesouro a menção a tensão no mercado após a eleição e ao risco de acionamento do circuit breaker. O InfoMoney registra que o leilão de títulos da Selic, previsto para terça, foi mantido. Quando um leilão é cancelado, o governo deixa de captar dinheiro naquela data pela via escolhida; o calendário de emissões pode ser refeito depois.

O que as fontes dizem sobre as causas

As reportagens relacionam o movimento ao resultado da eleição, mas a atribuição é das fontes citadas, não deste site. A Reuters, em trecho reproduzido pelo InfoMoney, afirma que a reeleição de Lula (PT) contrariou as expectativas dos agentes, que apostavam em Flávio Bolsonaro (PL), visto por eles como favorável a um ajuste fiscal. O resultado oficial do TSE aparece na cobertura sobre a totalização do segundo turno: Lula teve 51,79% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro, 48,21%.

O economista Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, disse ao InfoMoney que o mercado reprecifica riscos fiscais e institucionais ligados às controvérsias do processo eleitoral. Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e disse que recorrerá à Justiça Eleitoral, como mostra a cobertura sobre o não reconhecimento. Às 8h28, o JP Morgan reduziu a recomendação para o real e para os títulos públicos brasileiros, de "overweight" para "marketweight", segundo o InfoMoney.

Há leitura em sentido contrário. A Gavekal, também citada pelo InfoMoney, vê a queda como possível oportunidade de compra, por causa dos juros altos e da exposição do país a commodities. Em Nova York, o ETF EWZ, que replica ações brasileiras, caiu mais de 25% no pré-mercado, de acordo com o InvestNews e a cobertura do InfoMoney. Os índices de ações dos Estados Unidos, no mesmo horário, subiam levemente.

Contexto: da máxima histórica ao circuit breaker

O contraste com o pregão posterior ao primeiro turno é grande. Em 5 de outubro, a bolsa passou dos 200 mil pontos pela primeira vez e o dólar caiu abaixo de R$ 5,00, como registrou a cobertura sobre o mercado após o primeiro turno. Na última sexta-feira, a cobertura do último pregão antes do segundo turno mostrava um mercado ainda em alta. Agora, o movimento se inverteu em poucas horas.

O circuit breaker é uma regra de proteção da B3. Segundo o InfoMoney, após o primeiro acionamento, uma nova queda de 15% depois da reabertura suspende as negociações por uma hora, e uma queda de 20% pode levar a uma suspensão por prazo definido pela bolsa. A regra existe para dar tempo de os participantes reavaliarem ordens, e não indica por si só a causa da queda.

Por que isso importa

O dólar mais alto encarece produtos importados, combustíveis e insumos, e pode pressionar a inflação. A cobertura do InvestNews lembra que a alta do câmbio reacende temores de pressão inflacionária e pode reduzir o espaço para o Banco Central cortar a Selic. O Boletim Focus desta segunda, divulgado com dados fechados antes do resultado, projetava dólar de R$ 5,05 no fim do ano, como mostra a notícia sobre o boletim. Esse número já ficou distante da cotação do dia.

Para quem exporta, o câmbio mais alto aumenta a receita em reais. Para quem tem dívida em dólar ou importa, o custo sobe. O cancelamento dos leilões do Tesouro afeta o calendário de financiamento da dívida pública e é acompanhado por investidores como sinal da tensão do mercado. Nada disso é uma avaliação sobre o resultado da eleição, que foi decidido nas urnas e totalizado pelo TSE.

Também importa distinguir o que já está definido e o que ainda não está. A totalização dos votos mostra o candidato eleito, e a diplomação pelo TSE vem depois. A posse presidencial está marcada para 5 de janeiro de 2027, conforme a Emenda Constitucional 111/2021, como detalha a notícia sobre a data da posse.

O que observar a seguir

Os próximos pontos de atenção são a reabertura da bolsa e o fechamento do dia, o dólar ao fim do pregão, a decisão do Tesouro sobre novas datas de leilão e as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Há ainda a eventual apresentação formal, pela campanha de Flávio Bolsonaro, do pedido de anulação que ele anunciou, tema que o site acompanha à parte. Os números de abertura citados aqui são parciais e podem ser revistos pelas próprias fontes ao longo do dia. O painel de resultados oficiais está em Eleições 2026.

Fonte original

InfoMoney

infomoney.com.br

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Perguntas frequentes

É uma regra de proteção que suspende as negociações à vista quando o Ibovespa cai com intensidade. Segundo o InfoMoney, nesta segunda (26) a suspensão foi de 30 minutos e foi a primeira desde março de 2020. Uma nova queda de 15% após a reabertura suspende a bolsa por uma hora.
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Redação da Política Diária

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