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PL terá seis governadores em 2027; PSD cinco e PT quatro, diz a Câmara

Levantamento da Agência Câmara com o fim do 2º turno mostra como os 27 governos estaduais se dividem por partido a partir de 2027: PL 6, PSD 5, PP 4, PT 4 e Republicanos 4.

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PL terá seis governadores em 2027; PSD cinco e PT quatro, diz a Câmara
Foto: Senado Federal (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons

Com o encerramento do segundo turno, o mapa partidário dos governos estaduais que tomarão posse em 2027 está definido, segundo levantamento publicado nesta segunda-feira (26), às 10h14, pela Agência Câmara. O PL terá seis governadores, o PSD cinco, o PP quatro, o PT quatro e o Republicanos quatro. Completam o quadro o PSDB, com dois, e o MDB e o Podemos, com um cada.

A soma é de 27 governos, que correspondem aos 26 estados e ao Distrito Federal. Os números dizem respeito ao partido de cada governador eleito, não ao voto de cada estado para presidente. A apuração do TSE já marca Lula como eleito presidente, e o resultado completo de cada disputa está no painel Eleições 2026.

Quem vai governar cada estado

A lista abaixo segue a reportagem da Agência Câmara e indica, entre parênteses, quando a disputa foi decidida.

  • PL (6): Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima. Segundo a agência, o partido não venceu nenhum governo no segundo turno.
  • PSD (5): Amapá, Amazonas (segundo turno), Maranhão, Pernambuco e Sergipe.
  • PP (4): Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Duas dessas vitórias, a do Acre e a do Distrito Federal, saíram do segundo turno.
  • PT (4): Bahia, Ceará e Piauí (primeiro turno) e Rio Grande do Norte (segundo turno).
  • Republicanos (4): Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo (primeiro turno) e Espírito Santo (segundo turno).
  • PSDB (2): Alagoas (primeiro turno) e Tocantins (segundo turno).
  • MDB (1): Goiás (primeiro turno).
  • Podemos (1): Pará (primeiro turno).

A Agência Câmara informa ainda que dois deputados federais foram eleitos governadores: Zucco (PL-RS), vencedor no Rio Grande do Sul já no primeiro turno, e Vicentinho Júnior (PSDB-TO), que ganhou o governo de Tocantins no segundo turno.

O que decidiu o segundo turno nos estados

Seis estados tiveram segundo turno para governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. O painel do TSE, detalhado em outra matéria do site, registra Mailza Assis (PP) no Acre, Omar Aziz (PSD) no Amazonas, Celina Leão (PP) no Distrito Federal, Lorenzo Pazolini (Republicanos) no Espírito Santo, Cadu de Lula (PT) no Rio Grande do Norte e Vicentinho Júnior (PSDB) em Tocantins.

A margem mais estreita foi a do Rio Grande do Norte, onde o painel do TSE mostra 50,77% dos votos válidos para Cadu de Lula contra 49,23% de Allyson (União), diferença de 32.625 votos. A mais ampla, entre as seis, foi a do Acre, com 66,21% para Mailza Assis contra 33,79% de Alan Rick (Republicanos). Os números vêm do arquivo oficial do tribunal com 100% das seções dos seis estados.

Quando se olha só para os seis estados que foram a segundo turno, a divisão fica assim: PP com dois governos, e PSD, Republicanos, PT e PSDB com um cada. O PL, que tinha candidata no Amazonas (Maria do Carmo, derrotada), não ganhou nenhuma dessas disputas, e por isso seus seis governos vêm todos do primeiro turno.

Contexto: como a posse está marcada

Os governadores eleitos assumem em 6 de janeiro de 2027, um dia depois da posse do presidente da República, marcada para 5 de janeiro. As datas decorrem da Emenda Constitucional 111, de 2021, que separou as cerimônias para que governadores possam ir a Brasília no dia da posse presidencial. O funcionamento da regra está explicado em matéria sobre as datas de posse.

Já o Congresso toma posse em 1º de fevereiro, quando cada Casa elege sua Mesa. A composição das duas Casas também já é conhecida: o PL terá a maior bancada na Câmara e no Senado. Ou seja, o partido que mais elegeu governadores é também o que mais elegeu parlamentares, dado que o levantamento da Câmara não mistura com o resultado presidencial.

Antes da posse, a Justiça Eleitoral ainda precisa diplomar os eleitos. A diplomação é o ato em que o tribunal entrega o diploma e atesta a eleição; sem ela, ninguém assume. As datas são fixadas pelos tribunais eleitorais.

Por que isso importa

O primeiro efeito é prático. Governadores comandam as polícias civil e militar, a maior parte da rede estadual de saúde e de ensino médio e boa parte do investimento público fora de Brasília. Cada governo estadual negocia com a União convênios, repasses, renegociação de dívidas e obras. O partido do governador não define sozinho essa relação, mas ajuda a explicar quais bancadas costumam pesar nas conversas.

O segundo é político-institucional. Governadores têm peso nas bancadas estaduais no Congresso e participam de pautas que afetam todos os estados, como segurança pública, tributação e dívida. Para o presidente eleito, o quadro de 2027 é de governos espalhados por oito partidos, sem que nenhum deles chegue a um quarto dos 27 governos. Com seis, o PL é o maior, o que equivale a 22,2% do total, conta que se faz a partir dos números da Agência Câmara.

O terceiro ponto é de leitura. Partido do governador e voto presidencial não coincidem necessariamente. Em estados governados por um partido, o eleitorado pode ter escolhido outro candidato à Presidência, e coligações estaduais nem sempre repetem as nacionais. Por isso, o levantamento deve ser lido como retrato da distribuição de poder nos estados, e não como placar entre os dois lados do segundo turno presidencial.

O que observar a seguir

Primeiro, a diplomação dos governadores pelos tribunais regionais eleitorais e a do presidente pelo TSE. Segundo, eventuais recursos e ações sobre o resultado, já que o candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), disse que vai buscar a anulação do pleito, como mostra a cobertura sobre a reação ao resultado. Esse pedido, quando protocolado, tem de ser avaliado pelo tribunal competente, e as disputas estaduais seguem rito próprio.

Terceiro, a montagem das equipes. Governadores eleitos anunciam secretários nas semanas antes da posse, e o presidente eleito forma ministério e equipe de transição. Os nomes e a data de cada anúncio ainda não foram divulgados na fonte consultada. Quarto, o destino das cadeiras na Câmara dos dois deputados federais eleitos governadores, tema que a reportagem de origem não detalha.

Ressalva de método: a contagem por partido é da Agência Câmara, órgão oficial da Casa, e foi confrontada com o painel do TSE apenas nos seis estados de segundo turno. Os números dos demais estados não foram reconferidos um a um no painel, porque o acesso automatizado ao site do tribunal está bloqueado. Quem quiser conferir cada estado pode consultar o painel Eleições 2026 e o portal de resultados do TSE.

Fonte original

Agência Câmara

camara.leg.br

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Perguntas frequentes

Segundo a Agência Câmara, o PL terá seis, o PSD cinco, o PP, o PT e o Republicanos quatro cada, o PSDB dois, e o MDB e o Podemos um cada, num total de 27 governos, que incluem o Distrito Federal.
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Quem escreveu

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