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PL elege 121 deputados e 19 senadores e terá as maiores bancadas

Eleição de 4 de outubro renova toda a Câmara e 54 das 81 cadeiras do Senado. PL lidera nas duas Casas; PT e MDB vêm na sequência. Veja os números e o que muda em 2027.

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PL elege 121 deputados e 19 senadores e terá as maiores bancadas
Foto: Juliana Werneck (CC BY-SA 4.0) / Wikimedia Commons

O Partido Liberal (PL) elegeu 121 deputados federais e 19 senadores nas eleições de domingo (4), e passará a ter a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado a partir de 2027. Os dados constam de reportagens da Agência Brasil, publicada na segunda-feira (5), e da Rádio Senado. Segundo o texto da Rádio Senado, a legenda conquistou 23 cadeiras a mais do que tinha e chegou à marca de 121 deputados, a maior para um único partido na Casa desde a Constituição de 1988.

No Senado, estavam em disputa 54 das 81 cadeiras, o equivalente a dois terços da Casa. O PL venceu em 19 delas e, somando os senadores que seguem com mandato até 2031, chegará a 28 integrantes, segundo a Agência Brasil. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, com mandato de oito anos.

Como ficou a Câmara dos Deputados

A Rádio Senado informa que, depois do PL, aparecem o PT, com 70 deputados eleitos (seis a mais), e o União Brasil, com 46 (seis a menos). A reportagem não traz o total de cadeiras dos demais partidos, apenas o sentido da variação. Ganharam cadeiras Novo, PSOL, PV e PRD. Avante, Missão, PCdoB e Podemos mantiveram o tamanho. Perderam cadeiras Republicanos, Cidadania, MDB, Rede, Solidariedade, PDT, Progressistas, PSD e PSDB, além do União Brasil.

A Câmara tem 513 cadeiras. Com 121, o PL passa a deter cerca de 23,6% da Casa, o que continua longe de uma maioria. Nenhum partido, sozinho, consegue aprovar projetos, e as votações dependem de acordos entre bancadas, blocos e federações. Federações partidárias, como a que reúne PT, PCdoB e PV, votam e atuam como um único bloco durante a legislatura.

Entre os candidatos mais votados, a Rádio Senado destaca Nikolas Ferreira (PL-MG), com 3.119.318 votos, cerca de 27,3% dos votos válidos em Minas Gerais, e Lucas Pavanato (PL-SP), com mais de 3 milhões. Em terceiro lugar no ranking nacional ficou Erika Hilton (PSOL-SP), com 1.596.472 votos. Nikolas Ferreira afirmou que seu partido formou "a maior bancada jovem conservadora da história do Congresso Nacional", conforme a reportagem.

Como ficou o Senado

No Senado, a eleição é majoritária: em cada estado e no Distrito Federal, os dois candidatos mais votados vencem, sem quociente eleitoral e sem segundo turno. Segundo a Agência Brasil, foram eleitos 19 senadores do PL, 7 do MDB, 6 do PT, 3 do PP, 3 do PSB, 3 do União Brasil, 3 do Novo, 2 do Republicanos, 2 do PSD, 2 do PSDB, 2 do Podemos, 1 da Rede e 1 do PDT, num total de 54.

A renovação foi grande. Trinta e dois senadores buscaram a reeleição, e 14 conseguiram, enquanto 18 não foram reeleitos. Com isso, 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novos senadores a partir de 2027. Entre os que não voltam, a reportagem cita nomes como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Considerando os 27 senadores eleitos em 2022, a composição de 2027 será: PL com 28, PT com 9, MDB com 8, PP com 6, Republicanos com 6, PSD com 5, União Brasil com 5 e PSB com 4, segundo a Agência Brasil. A agência observa que Wellington Dias (PT-PI) está licenciado para chefiar o Ministério do Desenvolvimento Social, e que sua vaga é ocupada pela suplente Jussara Lima (PSD). Se ele voltar ao Senado, o PT passaria a ter 10 cadeiras.

Contexto: o que as bancadas significam na prática

Número de cadeiras não é sinônimo de maioria nem de alinhamento automático. Em ambas as Casas, parte dos parlamentares de partidos médios e grandes costuma votar de acordo com o tema, com a região que representa ou com a relação do partido com o Executivo. Por isso, analistas costumam olhar menos para o tamanho de cada sigla e mais para a capacidade de formar maiorias em cada votação.

Também vale lembrar que a distribuição das cadeiras refere-se ao resultado da eleição. Trocas de partido, licenças e a convocação de suplentes alteram a composição ao longo dos quatro anos de mandato na Câmara e dos oito no Senado. Os números de 2027 serão confirmados na diplomação e na posse.

Os resultados foram divulgados no mesmo fim de semana em que Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) foram para o segundo turno da disputa presidencial, marcado para 25 de outubro. A Câmara e o Senado eleitos em 4 de outubro não dependem desse segundo turno, porque as vagas legislativas já estão definidas. A relação entre o próximo presidente e esse Congresso, porém, será decisiva. Acompanhe a disputa na cobertura sobre os segundos turnos para governador e na análise da reação do mercado ao primeiro turno.

Por que isso importa

A primeira consequência é a pauta de votações. O Congresso define o Orçamento, aprova ou barra mudanças em leis e emendas à Constituição, e analisa vetos presidenciais. Quem vencer a Presidência em 25 de outubro vai negociar com uma Câmara em que o PL é a maior bancada e com um Senado em que a mesma legenda passa a ser a maior, mas sem maioria própria em nenhuma das Casas.

A segunda consequência é institucional. O Senado é a Casa que sabatina e aprova indicações para o Supremo Tribunal Federal e para outros tribunais superiores, além de embaixadores e dirigentes de agências. A composição de 2027 influenciará o ritmo e o resultado dessas sabatinas. Sobre os temas de Justiça que dependem do Legislativo, veja também a cobertura da nova regra de distribuição de petições no STF.

A terceira é a renovação. Com 40 das 54 vagas do Senado ocupadas por novos nomes, comissões, relatorias e lideranças serão redesenhadas em fevereiro de 2027, quando as Casas elegem suas Mesas Diretoras. As disputas pelas presidências da Câmara e do Senado costumam ser negociadas por blocos de partidos, não por bancadas isoladas.

O que observar a seguir

Nas próximas semanas, o Tribunal Superior Eleitoral conclui a totalização e a diplomação dos eleitos. Os partidos começarão a se organizar em blocos e federações para a disputa das Mesas Diretoras. Esse movimento tende a ser influenciado pelo resultado do segundo turno presidencial.

Os dados individuais dos parlamentares atuais, como votos, ausências em votações nominais e gastos da cota, estão reunidos na seção Congresso por dentro. Para acompanhar a cobertura geral, acesse a página de notícias e, para leituras de fôlego sobre o sistema político brasileiro, as resenhas de livros do site.

Fonte original

Agência Brasil

agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

Segundo a Rádio Senado, o PL elegeu 121 deputados federais, 23 a mais do que tinha antes. É a maior bancada de um único partido na Câmara desde a Constituição de 1988. A Câmara tem 513 cadeiras, e o PL fica com cerca de 23,6% delas, sem maioria própria.
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