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Lula diz a Motta e Alcolumbre que PT apoiará a recondução dos dois

Em reunião no Alvorada, segundo o Estadão, Lula pediu ao Senado a votação da PEC da Segurança Pública sem mudanças e prometeu criar o Ministério da Segurança.

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Lula diz a Motta e Alcolumbre que PT apoiará a recondução dos dois
Foto: Wikimedia Commons (Public domain) / Wikimedia Commons

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dia depois da vitória no segundo turno. A visita foi registrada pela Agência Câmara, que reproduz mensagens dos dois presidentes sobre harmonia entre os Poderes.

Segundo a coluna da jornalista Vera Rosa, do Estadão, publicada pelo Terra e reproduzida pelo Agenda do Poder, Lula disse aos dois que o PT vai apoiar a recondução de ambos às presidências das Casas, em eleição prevista para 1º de fevereiro de 2027. Segundo o Plantão Brasil, que cita o Diário do Centro do Mundo, o apoio ainda não foi formalizado e a reunião durou cerca de uma hora e meia. Nem o Planalto nem os dois presidentes detalharam publicamente o conteúdo da conversa até a publicação deste texto.

O que foi combinado, segundo o Estadão

Além do apoio do PT à permanência de Motta e Alcolumbre, a reportagem relata dois pedidos e uma promessa de Lula. O primeiro pedido foi que Alcolumbre se empenhe na aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado. O segundo foi que o texto seja votado sem alterações, para que não precise voltar à Câmara. A promessa, segundo o jornal, foi criar o Ministério da Segurança Pública depois que o Senado aprovar a proposta.

A PEC, de autoria do Executivo, amplia as atribuições da União no combate ao crime organizado. Como a Política Diária registrou em 16 de outubro, Alcolumbre retirou a votação da pauta do plenário depois de um calendário especial aprovado na véspera. O impasse envolve cinco emendas, duas delas sobre a maioridade penal. Se qualquer emenda for aprovada no Senado, a PEC volta à Câmara dos Deputados.

Sobre a maioridade penal, a reportagem do Estadão afirma que Lula defende a redução de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas quer a PEC votada antes. A posição não é inédita: em 15 de outubro, na sabatina do Jornal Nacional, ele disse ser favorável, como cidadão, a reduzir a idade para qualquer crime hediondo e afirmou que a PEC não tratava do tema. Segundo a Agência Brasil, ele disse: "Aprova a PEC e aí discute isso".

Quem pode disputar a presidência do Senado

A mesma reportagem registra que o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, pretende disputar a presidência do Senado. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, também é apontada como interessada no cargo. O Política Diária já havia noticiado que Alcolumbre diz a aliados ter 48 votos para seguir no Senado em 2027, conforme relato da CNN Brasil, número que não foi confirmado por votação.

Na Câmara, o Estadão afirma que Motta tem o respaldo do Centrão e de partidos como MDB, PSD, Podemos, PDT e PSB. O texto também diz que parte dos integrantes do PL defende que o Republicanos seja substituído como candidato, porque Motta se aproximou do governo. Esse é um relato do jornal sobre bastidores, não uma posição oficial do partido. O PL tem, segundo a reportagem, a maior bancada nas duas Casas, com 121 deputados, e lidera a oposição.

No domingo, em discurso, Lula disse: "Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu", segundo o Estadão. Em nota, Alcolumbre afirmou que foi ao Alvorada com Motta para cumprimentar o presidente e que está comprometido com o diálogo institucional. "Temos muito trabalho pela frente", escreveu, segundo a Agência Câmara.

Por que isso importa

A eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2027, define quem controla a pauta de votações nos dois primeiros anos do próximo mandato presidencial. O presidente da Câmara decide quando um projeto vai a plenário, e o do Senado faz o mesmo na outra Casa. Por isso, o apoio do PT a nomes que já ocupam os cargos, se confirmado, indica a escolha do governo por interlocutores conhecidos, em vez de uma disputa aberta com a oposição.

O segundo ponto é a PEC da Segurança Pública. Como mudança constitucional, ela exige três quintos dos senadores em cada um dos dois turnos, ou 49 dos 81 votos. O pedido para votar o texto sem alterações tenta evitar que as emendas sobre maioridade penal, como a do senador Rogério Marinho, reabram a discussão na Câmara. Marinho, líder da oposição no Senado segundo a Agência Senado, defende na emenda 84 a redução da idade penal para 16 anos como regra geral e para 14 em crimes hediondos, entre outros.

O terceiro ponto é institucional. Ministérios são criados por iniciativa do presidente da República e dependem de lei ou medida provisória. A promessa de criar o Ministério da Segurança Pública depois da aprovação da PEC, como relata o Estadão, vincula uma decisão do Executivo a uma votação do Legislativo. Ainda não há texto, data ou desenho publicado para a nova pasta.

O que observar a seguir

Segundo a cobertura da imprensa, Alcolumbre e Motta ainda não haviam definido o calendário de votações da semana e deveriam se reunir com líderes partidários para escolher os projetos. A pauta do plenário, publicada nos portais da Câmara e do Senado, é a fonte para saber se a PEC volta a ser votada nos próximos dias.

Três pontos merecem acompanhamento. O primeiro é se o PT formaliza o apoio a Motta e Alcolumbre. O segundo é se Marinho, Tereza Cristina ou outro senador lança candidatura formal à presidência do Senado. O terceiro é a posição dos partidos de oposição sobre uma PEC sem emendas. O calendário em que essas negociações vão correr também ganhou um marco: o presidente toma posse em 5 de janeiro de 2027, antes da eleição das mesas.

Se o Senado votar a PEC sem emendas, ela segue para promulgação sem passar de novo pela Câmara, como ocorreu com o fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado em dois turnos. O resultado oficial da disputa presidencial está no painel de Eleições 2026.

Fonte original

Estadão (via Terra)

terra.com.br

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Perguntas frequentes

Segundo o Estadão, Lula disse aos dois, em reunião no Alvorada na segunda-feira (26), que o PT vai apoiar a recondução de ambos. O apoio ainda não foi formalizado, e a eleição das mesas está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Nem o Planalto nem os dois presidentes detalharam publicamente a conversa.
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