Líderes da América Latina e do Canadá cumprimentam Lula eleito
Presidentes de México, Chile, Paraguai, Bolívia, Uruguai e Panamá e o premiê do Canadá reagiram ao resultado do TSE. Trump e Milei não haviam se manifestado.

Chefes de Estado e de governo da América Latina e do Canadá cumprimentaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrar a vitória dele no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos e 100% das seções apuradas, segundo o resultado oficial. As manifestações começaram na noite de domingo (25) e continuaram pela madrugada de segunda-feira (26).
Segundo a CNN Brasil, em matéria atualizada às 00h23 de segunda, e a InfoMoney, que cita as mesmas manifestações, publicaram mensagens os presidentes do México, Claudia Sheinbaum, do Chile, José Antonio Kast, do Paraguai, Santiago Peña, da Bolívia, Rodrigo Paz, do Uruguai, Yamandú Orsi, e do Panamá, José Raúl Mulino. A CNN Brasil registra ainda a mensagem do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
O que cada líder disse
Sheinbaum escreveu que o povo brasileiro venceu e parabenizou Lula. Kast, que governa o Chile, disse que ligou para o presidente brasileiro e afirmou que os dois países têm futuro em comum. Peña publicou que Brasil e Paraguai compartilham uma agenda de integração e desenvolvimento, e Paz, da Bolívia, disse que o país e o Brasil são vizinhos unidos por uma história e por desafios comuns.
Orsi afirmou ter conversado com Lula e o parabenizado "pela vitória e pela festa democrática", nas palavras reproduzidas pela CNN Brasil e pela InfoMoney. Mulino, do Panamá, elogiou o pleito brasileiro e destacou a continuidade da cooperação entre os países. Carney, do Canadá, escreveu que a relação entre Canadá e Brasil floresceu na parceria entre os dois governos e propôs ampliar o comércio e a proteção ambiental.
A CNN Brasil registra ainda mensagens, publicadas na rede X, dos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, do Equador, Daniel Noboa, da Guiana, Irfaan Ali, da República Dominicana, Luis Abinader, e da Guatemala, Bernardo Arévalo, que citaram cooperação regional, laços entre os povos ou a democracia brasileira. Essas manifestações constam em uma única das reportagens e, por isso, são atribuídas a ela.
As duas reportagens listam também ex-presidentes que governaram países vizinhos, como Alberto Fernández e Cristina Kirchner (Argentina) e Gustavo Petro (Colômbia), além do senador americano Bernie Sanders. São manifestações de pessoas que não ocupam hoje o cargo de chefe de governo, e por isso não representam posição oficial dos respectivos Estados.
Quem ainda não se manifestou
Pelas duas reportagens, até a atualização mais recente não havia manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem do presidente da Argentina, Javier Milei. A InfoMoney cita expressamente os dois. A CNN Brasil afirma que não registrou reação do governo Trump nem do adversário de Lula no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A ausência de uma mensagem em uma coletânea de reações não permite concluir que o líder decidiu não se manifestar: as duas matérias são levantamentos parciais e podem ser atualizadas. A Política Diária só registra como posição de um governo o que ele próprio publicar ou declarar em canal oficial.
Contexto: a relação com os vizinhos e a eleição
A campanha do segundo turno teve episódios de política externa. O Itamaraty chegou a se manifestar sobre declarações de um governo vizinho a respeito da eleição, tema tratado em reportagem anterior sobre o caso envolvendo a Argentina, e o presidente argentino já havia sido assunto em outra matéria do site.
Paraguai, Uruguai e Argentina são sócios do Brasil no Mercosul, bloco em que tarifas e acordos dependem da relação entre os governos. Por isso a lista de quem cumprimenta, e de quem ainda não falou, interessa ao leitor brasileiro além do protocolo.
Por que isso importa
Mensagens de cumprimento são atos diplomáticos de rotina depois de uma eleição, e o reconhecimento formal entre Estados costuma ocorrer por canais oficiais. O que muda de fato é a agenda: com o resultado, o governo brasileiro começa a planejar a continuidade de acordos em curso e a transição para o mandato que se inicia em 5 de janeiro de 2027, data de posse prevista na Emenda Constitucional 111/2021.
É preciso separar totalização de diplomação. A totalização é a soma dos votos feita pelo TSE e já foi concluída. A diplomação é o ato posterior da Justiça Eleitoral que certifica o eleito, e a posse é o ato em que o presidente assume o cargo. Cada etapa tem data própria, e as reações internacionais se baseiam no resultado da totalização.
Há ainda a questão interna. O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, anunciou que não reconhece o resultado e que pedirá a anulação da eleição. Até a conclusão desta matéria, as fontes consultadas não confirmavam que o pedido tivesse sido protocolado no TSE, e o site não trata o pedido como protocolado. Qualquer decisão da Justiça Eleitoral ou do Supremo Tribunal Federal será noticiada quando houver fonte oficial.
O que observar a seguir
Os próximos passos no plano externo são a eventual manifestação dos governos que ainda não falaram, em especial Estados Unidos e Argentina, e os telefonemas e visitas que costumam anteceder a posse. No plano interno, o calendário inclui a diplomação pelo TSE e a montagem da equipe de transição, temas que o site acompanha na página Eleições 2026, com dados e fontes do TSE.
Na noite do resultado, o presidente eleito discursou, como mostra a cobertura do discurso da vitória. A Política Diária atualizará esta cobertura se houver novas manifestações oficiais de governos estrangeiros.
As citações reproduzidas aqui constam nas duas reportagens citadas. Mensagens originais em outros idiomas aparecem em tradução das próprias reportagens. Ex-presidentes e parlamentares estrangeiros não falam em nome de governos.
Fonte original
CNN Brasil
cnnbrasil.com.br
Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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