Lula e Flávio fazem os últimos atos de rua em RJ, SP e MG neste sábado
Na véspera do 2º turno, Lula caminha em Copacabana e na Paulista; Flávio Bolsonaro vai a BH e ao Rio. A lei permite caminhadas e carreatas até as 22h deste sábado.

Os candidatos à Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), reservaram este sábado (24), véspera do segundo turno, para os últimos atos de rua da campanha nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo a Gazeta do Povo, que publicou as agendas na sexta-feira (23), os três estados somam 63,3 milhões de eleitores, cerca de 40% do total, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A votação é neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília. A reportagem lembra que a legislação eleitoral permite caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material de campanha até as 22h deste sábado. Depois desse horário, a propaganda de rua se encerra, e o eleitor entra no período de silêncio que antecede o voto.
A agenda de Lula: Copacabana e Avenida Paulista
De acordo com a Gazeta do Povo, Lula começa o dia no Rio de Janeiro com uma caminhada na orla de Copacabana. A concentração está marcada para as 9h, no Posto 5, na Avenida Atlântica, e a caminhada começa às 10h, com lideranças políticas regionais e nacionais. À tarde, o presidente segue para São Paulo, onde faz a última caminhada da campanha "Brasil Pronto pra Mais" na Avenida Paulista, com concentração às 14h e saída às 16h.
A reportagem informa que são esperados na capital paulista o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que disputa a reeleição na chapa, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB), além de parlamentares eleitos. Outro veículo, o TMC, descreve que o trajeto na Paulista parte da altura da Alameda Campinas em direção às ruas Bela Cintra e Haddock Lobo.
A agenda de Flávio Bolsonaro: Belo Horizonte e Rio
Flávio Bolsonaro, segundo a Gazeta do Povo, abre o dia em Belo Horizonte, às 9h, com o evento "Bloco do 22", na Praça da Liberdade, na região da Savassi. O número 22 é o do candidato na urna. À tarde, o candidato vai ao Rio de Janeiro, onde o mesmo formato de ato está marcado para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca.
Pessoas próximas à campanha disseram ao jornal que o ato no Rio deve terminar na porta do condomínio da Barra da Tijuca onde fica a casa de Jair Bolsonaro. O texto registra que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília, de modo que o endereço carioca é simbólico. A reportagem não detalha a programação além desses compromissos.
O que se sabe dos números do primeiro turno
Os três estados escolhidos pelos candidatos pesam no resultado. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos votos válidos, e Lula teve 53.879.538, ou 45,16%, segundo os dados do TSE reunidos no painel Eleições 2026. A Gazeta do Povo registra que Flávio foi o mais votado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Os votos válidos excluem brancos e nulos. Em 4 de outubro, o comparecimento foi de 78,92% do eleitorado apto, de acordo com o mesmo painel, e a abstenção ficou em 21,08%. Para o segundo turno, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas é pequena. O levantamento PoderData/Aya apontou 50% a 50% nos votos válidos, e o debate da TV Globo, na sexta-feira, foi o último confronto entre os dois antes da votação.
Por que isso importa
Em uma disputa em que as pesquisas divulgadas na reta final estão dentro da margem de erro, a presença dos candidatos nas maiores concentrações de eleitores tem peso simbólico e prático. Quatro em cada dez eleitores do país moram em São Paulo, Minas ou Rio, e os dois candidatos escolheram esses estados para fechar a campanha. A mobilização de rua também serve de última vitrine para apoiadores e de espaço para pedir comparecimento, num pleito em que a abstenção do primeiro turno passou de 21%.
Há ainda um efeito de segurança e logística. Atos com concentração de milhares de pessoas em capitais pedem planejamento das polícias estaduais e da prefeitura, e ocorrem na mesma semana em que o país reforça a segurança do pleito. A cobertura do emprego de 25 mil militares e a do esquema do Distrito Federal detalham o que já foi anunciado para o domingo.
A Avenida Paulista, onde Lula fecha sua campanha, também foi o palco do ato de Flávio Bolsonaro no domingo anterior, como relatou a cobertura dos atos de rua da semana passada. A reportagem do TMC observa que o espaço é disputado simbolicamente pelos dois campos. Tratar a avenida como disputa de ocupação não altera nenhuma regra: ambos os atos têm de respeitar o limite de horário da legislação.
O que muda a partir das 22h
Depois das 22h deste sábado, caminhadas, carreatas e distribuição de material deixam de ser permitidas. No domingo, dia da votação, a propaganda de qualquer tipo é limitada pela lei, e o eleitor deve observar as regras da seção, como a entrega do celular aos mesários antes de entrar na cabine, explicada na cobertura sobre o celular na cabine e a ordem de votação. Quem quiser conferir o calendário completo das proibições pode consultar a matéria sobre a última semana antes do segundo turno.
O eleitor também deve conferir o endereço da seção. O TSE informou que 4.352 seções mudaram de local entre os dois turnos, conforme a cobertura sobre as mudanças de local de votação, e a consulta pode ser feita no aplicativo e-Título ou no portal do tribunal, em "Autoatendimento Eleitoral".
O que observar a seguir
Os últimos institutos de pesquisa divulgam levantamentos neste sábado, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, fará pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na véspera da votação, segundo o Poder360, com duração prevista de 4 minutos e 27 segundos. O veículo não informou o horário. Os resultados de domingo serão atualizados no painel de Eleições 2026 conforme a apuração do TSE, e a cobertura seguirá nesta página.
Fonte original
Gazeta do Povo
gazetadopovo.com.br
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Quem escreveu
Equipe Política Diária
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