ONS faz operação especial de energia do sábado até segunda no 2º turno
Operador do sistema elétrico restringe manutenções e mantém equipes de sobreaviso das 0h de 24/10 às 7h de 26/10 para proteger a votação e a apuração do 2º turno.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai manter uma operação especial para reforçar a segurança do fornecimento de energia durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). A informação foi publicada na sexta-feira (23) pela Agência Brasil, em reportagem de Pedro Peduzzi. O regime começa à 0h deste sábado (24) e vai até as 7h de segunda-feira (26).
Segundo a reportagem, o plano restringe manutenções e intervenções programadas que possam afetar o Sistema Interligado Nacional (SIN), a rede que liga as usinas e as linhas de transmissão do país. O monitoramento da rede e das condições do tempo também fica mais intenso. Empresas de geração, transmissão e distribuição foram orientadas a manter equipes de sobreaviso e a adotar procedimentos adicionais de segurança. O objetivo declarado é reduzir riscos durante a votação e a apuração dos votos.
O que a operação prevê
A Agência Brasil informa que as medidas seguem uma resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que prevê cuidados extras em eventos de grande importância nacional. Na prática, são três frentes: menos obras e serviços planejados na rede durante o período, mais atenção ao sistema e ao clima, e pessoal de prontidão nas empresas do setor para agir se algo falhar.
A janela é longa de propósito. Ela cobre a madrugada anterior à abertura das seções, o dia de votação, que vai das 8h às 17h pelo horário de Brasília, e a noite de apuração, quando as urnas são encerradas e os resultados são totalizados. A faixa até as 7h de segunda-feira dá margem para o caso de a totalização avançar pela madrugada.
A reportagem não detalha quais empresas ou quais obras específicas foram adiadas, e não traz declarações de autoridades. As informações são atribuídas ao ONS e ao relatório da própria entidade sobre o primeiro turno.
O que o ONS diz sobre o primeiro turno
De acordo com a Agência Brasil, as mesmas medidas foram adotadas no primeiro turno, em 4 de outubro. Conforme o relatório do ONS citado pela reportagem, não houve incidentes na rede de operação do SIN que causassem interrupção de carga ou afetassem o processo eleitoral. O sistema ficou dentro dos padrões de operação previstos durante a votação e a apuração, e a coordenação com as empresas do setor manteve a segurança e a confiabilidade nos níveis planejados.
O ONS espera resultado semelhante no segundo turno. Vale separar o que é balanço e o que é expectativa: o relatório trata do que ocorreu em 4 de outubro, e a previsão para domingo é uma projeção do próprio operador, sem garantia de que não haverá ocorrências locais. Falhas em redes de distribuição de bairros ou cidades, por exemplo, podem ocorrer sem que isso signifique problema no sistema nacional.
Contexto: não é a primeira vez
O setor elétrico já montou operações desse tipo em outras eleições. Em 2018, o ONS divulgou balanço do segundo turno em que considerou o suprimento normal em todo o período, segundo a cobertura publicada pelo Money Times a partir de reportagem da Agência Brasil. Naquele ano, a única ocorrência citada foi a queda de energia em duas cidades do Piauí, causada pelo desligamento automático de terminais de uma subestação, com fornecimento restabelecido na manhã do mesmo dia.
O precedente ajuda a calibrar a expectativa: mesmo com o regime especial, ocorrências pontuais e localizadas fazem parte do cenário possível. O que a operação busca é diminuir a chance de falhas maiores, que afetariam muitos eleitores ao mesmo tempo.
Por que isso importa
Para o eleitor, o efeito direto é pequeno e, se tudo correr como previsto, invisível: a energia deve continuar funcionando como em qualquer domingo. A mudança está nos bastidores, com manutenções adiadas e equipes de plantão que normalmente não estariam mobilizadas. Para as empresas do setor, significa custo operacional extra durante o fim de semana.
Para a organização do pleito, a energia é uma das condições básicas, ao lado da segurança, do transporte e da conectividade. O segundo turno reúne a disputa presidencial em todo o país e as de governador em sete unidades da Federação, como mostra a cobertura sobre os sete segundos turnos para governador. Quanto menos imprevistos, menos pontos de atrito em uma eleição em que as campanhas já travam disputas na Justiça Eleitoral.
Para quem acompanha a apuração, o plano também ajuda a explicar por que o ONS estende o regime até a manhã de segunda-feira. O resultado só é oficial depois da totalização do Tribunal Superior Eleitoral, e a rede precisa estar estável até lá.
O que o eleitor deve fazer e o que observar
A operação do ONS não exige nenhuma ação do eleitor. As orientações práticas para o domingo são outras: conferir o local de votação, que mudou em 4.352 seções, levar documento oficial com foto e seguir as regras da cabine. Esses pontos estão nas reportagens sobre a mudança de local em 4.352 seções e sobre o voto de quem não tem biometria. A segurança do dia está detalhada na cobertura sobre os 25 mil militares mobilizados.
Quem quiser acompanhar o desempenho da rede deve esperar o balanço que o ONS costuma divulgar depois do pleito. Em 2018, ele saiu no primeiro dia útil após a votação. Em 2026, o operador já produziu relatório sobre o primeiro turno, citado pela Agência Brasil, e a expectativa é de que algo semelhante ocorra após o dia 25.
O calendário completo dos últimos dias está na reportagem sobre a última semana do segundo turno, e os dados e resultados do pleito ficam no painel Eleições 2026.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Equipe Política Diária
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