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STF diz ser falsa a informação de buscas em endereços de Flávio

O Supremo divulgou nota em que chama de falsa a notícia de mandado de busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro e diz que não há decisão judicial nem diligência.

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STF diz ser falsa a informação de buscas em endereços de Flávio
Foto: Daderot (CC0) / Wikimedia Commons

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota de esclarecimento em que afirma ser falsa a informação sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou contra endereços ligados a ele. Segundo a Agência Brasil, o texto diz: "É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão" dirigido ao senador, e acrescenta que "não há nenhuma decisão judicial nesse sentido".

A nota veio depois de relatos na imprensa, na manhã de hoje, de que a Polícia Federal (PF) cumpriria buscas em endereços ligados ao parlamentar, entre eles a residência dele no Lago Sul, em Brasília. O Poder360 registra que a corte também afirma não haver diligência policial nem busca e apreensão em andamento. Nenhuma das reportagens consultadas traz manifestação da PF sobre o assunto, e a posição de cada parte consta aqui como foi publicada.

O que o STF afirmou e o que ficou sem resposta

O ponto central da nota é a inexistência de ordem judicial. Em operações da PF que envolvem parlamentar com foro no Supremo, a medida de busca e apreensão depende de autorização de um ministro da corte, e o texto divulgado hoje diz que essa autorização não existe. O STF não informou, nas reportagens consultadas, qual veículo ou fonte originou o relato nem se pretende tomar alguma providência a respeito. A nota se limita a desmentir a existência do mandado e da diligência.

Também não há, até a publicação desta notícia, explicação oficial sobre como a informação chegou à imprensa. As reportagens consultadas não identificam o veículo que deu o relato inicial, e por isso esta notícia não o atribui a nenhum órgão de imprensa específico. O que está documentado é a nota do Supremo, publicada por duas fontes abertas.

A diferença entre um relato inicial de imprensa e um ato oficial é relevante nesse tipo de caso. Uma operação policial só é fato quando há decisão judicial e cumprimento de mandado, e a nota do STF afirma que nenhum dos dois ocorreu. Até que haja documento ou manifestação em sentido contrário, a informação de que haveria buscas nos endereços do senador não pode ser tratada como acontecimento.

O contexto: passaportes, proibição de viagem e o paradeiro do senador

O desmentido ocorre em meio a uma sequência de decisões e relatos sobre Flávio Bolsonaro desde o fim do segundo turno. O ministro Alexandre de Moraes determinou o cancelamento dos passaportes do senador, proibiu a saída dele do país e vedou o contato com o advogado Willer Tomaz, conforme mostra a notícia sobre a decisão de Moraes. Segundo o Poder360, o caso é apurado em inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, no qual Flávio e Tomaz são investigados. Investigado não é réu, e nenhuma acusação foi julgada. O senador nega irregularidades, segundo as reportagens anteriores do site.

Na terça-feira (27), a PF passou a checar se o senador havia deixado o país, após relato do site argentino Infobae, como relata a notícia sobre a checagem da PF. Na manhã desta quarta, o governo argentino disse que ele entrou no país e seguiu de avião para o Equador, o que está na notícia sobre a versão argentina. O Poder360 informa que, segundo dados do serviço de rastreamento Flightradar24, o voo teria feito parada breve no Equador e era esperado em Miami por volta das 11h, no horário de Brasília. Esse horário de chegada é previsão atribuída ao rastreamento, e não confirmação oficial de quem estava a bordo.

O Poder360 acrescenta que o governo dos Estados Unidos disse que emitiria vistos ao senador e à família, e que o presidente Donald Trump afirmou aprovar a ida de Flávio ao país. A reação do presidente Lula à notícia da viagem está na notícia sobre as críticas de Lula. Na segunda-feira, o próprio senador disse em vídeo que cumpriria a ordem de entregar os passaportes, conforme a imprensa. Nos textos consultados hoje não há nova manifestação dele sobre a nota do Supremo.

Por que isso importa

Primeiro, pelo controle da informação em um momento sensível. O país acabou de passar por um segundo turno, e o candidato derrotado é alvo de investigação e de relatos que mudam a cada hora. Nesse cenário, notícias sobre operações policiais circulam rápido e podem ser lidas como fato antes de qualquer confirmação. A nota do STF mostra o efeito prático disso: o tribunal sentiu necessidade de desmentir em público a existência de uma medida que, se real, teria consequências jurídicas e políticas imediatas.

Segundo, pelo efeito sobre a investigação. Se não há mandado de busca, a apuração segue pelos caminhos já conhecidos: o inquérito sob relatoria de Moraes, a análise do material encaminhado pela PF e a checagem do paradeiro do senador. A notícia sobre a relatoria do caso explica como o processo chegou ao ministro. Uma busca nova dependeria de pedido da PF ou do Ministério Público e de decisão do relator, e hoje o Supremo diz que isso não existe.

Terceiro, pela régua que vale para qualquer parlamentar ou campo político. Um senador investigado continua investigado, e uma operação só existe quando há ato formal. A mesma exigência de fonte vale se o alvo for de qualquer partido. Esta cobertura se limita ao que está em documento oficial ou em reportagem identificada, e separa o que é comunicado pelo Supremo do que é relato sem autoria ou previsão de rastreamento.

O que acompanhar

Os próximos passos dependem de três frentes. A primeira é uma eventual manifestação da PF sobre os relatos da manhã. A segunda é a posição do relator sobre o descumprimento da proibição de sair do país, caso fique comprovado que ela ocorreu, algo que só o ministro pode avaliar e que ainda não foi decidido, segundo as fontes consultadas. A terceira é a chegada confirmada do senador ao destino indicado pelo rastreamento e eventual posicionamento da defesa. O resultado oficial da eleição segue no painel Eleições 2026, e a página do senador no Congresso por dentro, em Flávio Bolsonaro, reúne votos, gastos da cota e presença em votações nominais a partir dos dados abertos do Senado.

Esta notícia trata de um fato em andamento e será atualizada se a PF, o STF ou a defesa divulgarem novo comunicado. Enquanto isso, o registro seguro é este: o Supremo diz, em nota, que não existe mandado de busca e apreensão contra o senador nem diligência em curso, e que a informação em contrário é falsa.

Fonte original

Agência Brasil

agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

Não, segundo o próprio Supremo. Em nota divulgada nesta quarta-feira (28), a corte afirma ser falsa a informação sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão contra o senador ou seus endereços, e diz que não há decisão judicial nesse sentido nem diligência policial.
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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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